segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

ME SUJANDO COM GRAXA







Nesses últimos dias, o clima está insuportavelmente quente, então aproveito para me esconder detrás dos óculos escuros e observá-lo como quero. Já faz uma semana que mudei minha rota habitual e venho pegar o ônibus à três quarteirões da minha casa, tendo como incentivo o novo garotão que trabalha na mecânica de frente para o ponto.



Desde que bati meus olhos nele, foi como se tivesse sido hipnotizada por seu corpo marcado no macacão azul-escuro. Ombros largos, braços firmes e uma bela bunda. Lindo, gostoso e viril. Tudo o que desejo num homem.



Chega me dá água na boca ver como ele mexe com todos aqueles carros e se suja de graxa ou limpa o suor da testa. Quando abaixa metade do macacão então, Deus, que vontade tenho de atravessar a rua feito uma louca e agarrá-lo, me atirar em sua boca tentadora. Deve ser um furacão na cama, esse pensamento não me sai da cabeça. Com toda essa altura e corpo, certeza que vira uma do avesso sem muito esforço, e pode levar do céu ao inferno em segundos. Sinto tesão só de imaginar. Muito, muito tesão!



Após refletir, tomo minha dose de coragem e resolvo entrar em ação. Peço o carro de uma amiga emprestado e com a maior cara de pau do mundo, ponho meu plano em prática e com um único objetivo: sexo casual e dos mais selvagens.



Esse homem precisa ser meu, nem que seja por uma noite!



Paro em frente a mecânica e sou atendida por um senhor, e é impossível não notar a forma como seus olhos me medem de cima à baixo, também, com o vestido que coloquei para seduzir meu garotão, não esperava menos. Pede que eu sente no banco e vai até o carro procurar o tal problema que inventei e assim que sai da minha frente, vejo o projeto dos sonhos molhados agachado e remexendo uma caixa de ferramentas. Que costas, que ombros, que bunda! Sinto o tesão subir pelo corpo e molhar entre minhas pernas. O lugar onde eu o quero fazendo as coisas mais deliciosas e travessas, me dando tanto prazer quanto meu vibrador na noite passada, enquanto pensava nele.



Ele levanta e num descuido vira na minha direção. Isso! É isso o que quero. Seus olhos passeiam pelo o meu corpo no vestido minúsculo e percebo seu desejo crescendo, analisa cada pedaço de mim e quando cruzo as pernas no movimento mais descarado que já fiz, morde o lábio e noto sua respiração acelerar.



Porém, nossa brincadeira acaba graças ao tal velho de antes e me sinto frustrada. Cruzo os braços e observo-os falando. Falam e falam, e sou completamente esquecida no canto, pois ele não volta a olhar para mim, nem que seja de relance. Bufo. Pelo jeito, meu plano foi por água à baixo.



– Onde é o banheiro? – pergunto ao primeiro que passa.



Indica o corredor e sem esperar, vou para lá. De frente para o espelho, solto o coque e deixo os cabelos caírem sobre os ombros. Estou arrasada. Vim confiante de que daria certo, mas nada feito. Só paguei um grande mico e vou servir como fantasia pra punheta de outro.



Decidida à dar um fim em toda a brincadeira, respiro fundo e viro para voltar, só não contava que ele estivesse parado bem atrás de mim.



– Belo vestido. – ele diz. Que vozeirão!

– Obrigada. – respondo.

– Veio com ele por minha causa?

Sem saber onde enfiar a cara, olho-o e ele continua:

– Pensei que não tivesse carro. Sempre te vejo no ponto de ônibus.



Sem entender, observo quando dá um passo para frente. E outro e mais outro, e num instante está praticamente sobre mim. Sua altura me domina e de perto seus lábios são uma perdição, até as marcas de graxa no macacão se tornaram excitantes. Seus olhos queimam de tesão e percorrem meu corpo como da primeira vez, gosta do vestido e parece que ainda mais do fato de ter sido colocado especialmente para ele.



– Não temos muito tempo. – sussurra – Do mesmo jeito que você gosta de ver o meu corpo, eu quero ver o seu por debaixo desse vestido.



Meu coração vai à mil. Sua voz, seus olhos, seus lábios. Este homem está gritando por sexo e meu corpo quer correspondê-lo mais do que nunca.



Sem dizer uma palavra, me puxa para dentro do banheiro e fecha a porta. Me encosta na madeira e como desejei por dias, toma minha boca num beijo pra lá de excitante. Largo a bolsa e envolvo seu pescoço com ansiedade. Suas mãos grandes deslizam pelo tecido do vestido até alcançarem a minha bunda e apertarem com vontade, esfregando seu pau duro contra a minha barriga, demostrando o quanto quer me foder nesse banheiro. Estou queimando de desejo e, sinceramente, estou disposta a fazer tudo o que ele quiser.



Termino de abri o macacão e meto a mão dentro da cueca e como pensei, seu pau é mais do que favorável. Meu tesão aumenta. Imaginar que logo serei invadida por essa delícia, faz minha cabeça dar voltas.



Sinto sua mão descer meu ventre e enfiar-se entre as minhas pernas. Acaricia uma coxa e depois a outra. Sobe com uma lentidão torturante e ao tocar o tecido da minha calcinha, e perceber o quão molhada estou, sussurra:



– Abra as pernas.




Faço num piscar de olhos e seus dedos me penetram. Sou incapaz de conter os gemidos, e cada investida que dá, mais quero gritar de tanto prazer. Ele cobre minha boca com a sua e mete os dedos várias e várias vezes no meu interior, e só então percebo que estou molhando toda a sua mão. Mas, não me importo. Só quero que me dê o que tanto procurei.



De repente, me abandona e gira meu corpo com desespero, deixando-me de costas. Me apoia na parede e eu, desejosa, empino o traseiro para me esfregar no seu maravilhoso pau. Me esfrego o quanto quero e posso, guiada por suas mãos firmes, que me levam e apertam contra o volume na sua cueca.



– Eu disse que não teríamos tempo. – diz – Então, vamos logo com isso, porquê estou louco pra te comer.

– Sim… Sim… – concordo, fora de mim.



Afasta minha calcinha para o lado e passeia pela entrada da minha buceta molhada com a cabeça do seu suculento pau. Eu queria tanto enfiá-lo na boca, mas como disse, não tinhamos tempo. E querendo cortar a enrolação, vou para trás e seu pênis entra em mim num movimento seco.



Ouço seu gemido em minhas costas, com essa voz que pode facilmente me fazer gozar. Suas mãos seguram firme minha cintura e, sem cerimônia, começa a bombear minha bucetinha com força e vontade.



Tento não gritar, mas ele é tão grande e está tão duro, que cada arremetida e penso que vou partir ao meio. A forma como comanda a situação é carnal, ardente, estimulante. E só mostra que eu estava certa ao imaginar que ele era um furacão trepando.

Uma… Dez… Vinte vezes…

Mais… Mais… Mais…



Ele me fode contra a parede do banheiro e gosto disso. Adoro! Me movo em busca de prazer enquanto escuto seus gemidos roucos preencherem o pequeno banheiro assim como os meus, enquanto suas bolas batem na minha pele e criam aquele som de sexo bem feito.



“Você é realmente muito gostosa”, sussurra, me penetrando de novo e de novo. Estou enlouquecendo em seus braços e quando sinto os músculos ficarem tensos, sei que um orgasmo incrível está por vir e faço com que vá mais fundo e mais rápido. Quente, intenso e dominador, nosso jogo chega ao final assim que gozo feito louca com seu pau enterrado em mim, e segundos depois, ouço um grunhido viril e sei que também chegou ao seu limite.



Ofegante, olho para o relógio no meu pulso e percebo que bons minutos se passaram desde que começamos a brincadeira. Me arrumo do jeito que posso e ele o mesmo. Nos recompomos rapidamente e extremamente satisfeitos, damos um último beijo.





– Infelizmente, não pude ver tudo o que há debaixo desse vestido. – fala.

– É, o momento não permitiu.

– Mas quando for entregar o “seu carro”, acho que teremos tempo o suficiente.

Surpreendida com o que acaba de dizer, observo-o por um instante, mas um sorriso me escapa.

– Não sabia que faziam serviço à domicílio. – caçoo.

– É um serviço especial para você.

Me beija outra vez.

– A propósito, me chamo Eric.

– Eu sou Helena.





Sorriu e pediu que eu espere antes de sair. Ele se vai e eu, pouco depois, também saio. Feliz que nossa brincadeira vá recomeçar, só que na minha casa.




Gabriela Pimenta 

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

SONETO A BILL CLINTON – 2





Não há nos pavorosos arsenais

que da paz desmentem as esperanças

outra arma de efeitos tão letais

como aquele cacete do Arkansas.




Cada vez que ele se entesa, as capitais

entram em crise, tremem as finanças,

as bolsas caem, sobem os jornais,

experimenta o mundo drásticas mudanças.




Picha mirífica, quase omnipotente,

carnal farol que guia o ocidente,

purpúreo sol da potência hegemónica.




Se eu tivesse um instrumento assim,

guardava-o numa torre de marfim,

jamais o dava a chupar à Mónica.





(Fernando Correia Pina)


sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

O BRIGADEIRO DO MEU VIZINHO






Aplicativo de relacionamentos. O terror dos homens tímidos. Facilidade de desenrolar e conhecer milhares de pessoas. Eu estou dentro da estatística de cadastros nesses aplicativos. Tive experiências boas e ruins, mas nada nunca tão rápido!



O papo começou leve, sem aquilo mecânico. Descobri que ele é meu vizinho, descobri que ele é um príncipe ogro e descobri também que ele escreve contos eróticos. Estava vendo a abertura das Olimpíadas e ele indo pra Lapa. Ele mandou um papo de que fazia um brigadeiro foda. Essa é mais antiga que “Vamos ver um filme lá em casa?!”. Nosso papo durou até 4h30 da manhã. Ele é tímido. Sutil. Delicado. Falamos de sexo, masturbação, boca, boquete, mas tudo no salto. A mensagem de áudio dele já me arrepiava. Não houve nudes e nem promessas. Só a do tal brigadeiro inesquecível. No dia seguinte continuamos conversando…



– Minha amiga tá aqui embaixo do meu prédio ficando com um menino e eu esperando…

– Isso é um convite?

– Vem aqui pra gente conversar!

– Em 2 minutos estou ai.



Agora começou a maior perdição que o Happn me ofereceu em tão pouco tempo. Demos o primeiro e mais longo primeiro beijo que dei em tempos. Parecia que minha boca se encaixava perfeitamente na boca dele. Parecia que minha mão e o corpo dele tinha imã.



– Quero te ver amanhã, eu disse com toda segurança do mundo.

No dia seguinte, recebi a mensagem de que ele já estava em casa me esperando. Ele mora na rua ao lado, isso é ótimo! Coloquei um vestido comportado, mas sem calcinha… Bati na porta. Ele abriu. Enrolado na toalha com o rosto um pouco molhado ainda do banho. Não precisei falar “oi” porque o beijo era o melhor cumprimento de “Seja Bem-Vinda” que ele podia me dar naquele momento.



Em pouco tempo já estava deitada na cama. A toalha caiu sem nem eu perceber. O mistérios que ele reservava era mágico. Ele me jogou na cama e prendeu meus braços. Olhou pros meus peitos ainda com sutiã, botou pra fora e chupou delicadamente. Se dedicou como se fosse a única coisa que ele faria na vida. Nada mais importava ali. Eu não pensava em mais nada. Fiquei paralisada, quieta.



Ele desceu, beijou a barriga, o umbigo, a perna e chegou no lugar que mais clamava por ele. Minha buceta que já estava queimando de tão quente. Chupou, lambeu, sugou, brincou, enquanto eu sentia arrepios subindo do pé até o fio de cabelo. Quando eu estava quase chegando lá, ele diminuía o ritmo. Quando eu estava chegando quase lá, ele aumenta o ritmo. Eu já não suportava mais, até que ele botou os dedos dentro de mim enquanto me chupava. Isso é xeque-mate! Não demorou muito pra eu soltar toda aquela adrenalina que estava em mim.



O pau que estava duro roçava na minha buceta e encontrou o caminho certo! Entrou onde eu mais implorava que ele entrasse. Estava dentro de mim. Ele botava com força e tirava. Rápido e devagar. Metia forte e ao mesmo tempo delicado. Eu não aguentava e estava no mesmo ritmo que ele. Subindo e descendo. Ele não parava de meter. Eu gemia como se quisesse mais e mais dele em mim. Ele gozou.



Mas o tesão estava tão grande que isso não foi o suficiente para que a gente parasse. O pau continuou duro e lindo. Beijei desde a boca até o pau. Ele estava deitado todo pra mim. Eu só queria aproveitar cada parte daquele corpo que me fazia sentir coisas incríveis. Beijei, lambi, percorri minha mão e minha língua pelo seu corpo. Cheguei onde queria e onde precisava me dedicar. Chupei delicadamente o pau. Devagar. Engoli gostoso até sentir ele entrando na minha garganta.



Depois de aproveitar muito cada parte, ele mandou eu ficar de quatro. Obedeci na mesma hora. Ele enfiou o pau que estava duro igual pedra na minha buceta e o dedo no meu cu. Ele metia forte e cada bombada era um gemido. Ele batia na minha bunda e eu delirava. Estávamos mortos! Deitamos por alguns minutos. Não demorou muito e ele levanta pra pegar os brigadeiros (Sim, ele fez tradicional e outro de Coco Tostado). Que na verdade eu nem lembrava mais.



O brigadeiro era uma delícia, realmente ele sabia do que estava falando e fazia bem feito. Pelo visto, ele fazia tudo muito bem feito e eu queria me surpreender mais e mais. Ele adormeceu e eu não podia deixar de lado a coisa que mais gosto de fazer. Acordar um pau na minha boca. Passei a mão, fiz carinho, meu tesão foi aumentando, ele se mexendo e eu não aguentei e cai de boca naquele pau gostoso mais uma vez. Dessa vez eu queria deixar ele descontrolado.



Ele que ainda estava de olhos fechados, gemia com minha boca. A intensidade era gradativa. Eu aumentava, diminuía. Masturbava e chupava. Lambia e sugava. Até que ele pegou minha cabeça e começou a foder minha boca forte. Aquele pau entrava na minha garganta, e eu não queria mais nada, só chupar. Ele gozou de novo. Junto com o gemido que me alucina, veio o leite quente que percorreu minha boca inteira. Deixei cair a última gota pra engolir tudo de uma vez (leia mais aqui).



O brigadeiro dele é maravilhoso, mas nada se compara a delícia do gosto daquela porra quente descendo na minha garganta e o gosto de prazer que ele deixou em mim. O melhor brigadeiro da noite foi o leite condensado dele.



Isadora Bacelar 


domingo, 14 de janeiro de 2018

CAPTUS EST LIBIDINE








aqua

benedicta

unctione

cabelos

olhos

narinas

boca

dorso

mamilos

ventre

umbigo

clítoris

vagina

abençoa

me

orgasmos

in

extremis






Lúcia Nobre