segunda-feira, 11 de junho de 2018

MODOS DE AMAR - MODO DE AMAR –VII






Secreto o nó na curva

do meu espasmo



E o cume mais claro

dos joelhos

que desdobrados jorram dos espelhos



ou dos teus ombros os meus:

flancos

na luz de Maio







Maria Teresa Horta


quarta-feira, 6 de junho de 2018

SEXO SELVAGEM NA BIBLIOTECA






Desde pequena, sexo, livros e comida estiveram intimamente ligados na minha vida. Graças a isso, para mim não há homem feio. O que não suporto é homem que cuida do corpinho, mas esquece que os neurônios também são filhos de deus. O cara pode se assemelhar ao piolho da Tasmânia, mas se disser uma frase inteligente eu fico toda alvoroçada. É claro que se disser algo inteligente querendo parecer inteligente ou se achando o último pinto depois do holocausto nuclear, viro as costas na hora e vou comprar uma fanta-uva. 



O fato é que, para mim, não há nada mais afrodisíaco que uma frase inteligente, mais ainda se ela me fizer rir, o cheiro de livro velho e alguma coisa para mastigar. Por isso eu tenho um Ipad, mas sigo frequentando sebos. E sofro de bloqueios para fazer dieta. Resumindo. Minha equação erótica é: homem inteligente + biblioteca + comida = sexo selvagem. 



E aí há um ponto intrigante: por que sexo selvagem? Passei anos buscando a fonte desta combinação que chegou a me causar alguns problemas ocasionais com a lei. Horas e horas de divã. Hipnose, florais e, num ato de desespero, cheguei a fazer uma regressão a outras vidas. Apenas para descobrir que a soma das vidas passadas, pelo menos as minhas, resultaram num profundo tédio ao longo das eras. Ainda bem que a gente não lembra, senão ia preferir dormir a nascer. 



E então, bingo. Agora pela manhã tive um insight. Do tipo um clarão no cérebro com trilha do Gênesis. Aconteceu quando eu tinha 11 anos. Eu precisava pesquisar algum tema do fascinante currículo da quinta série e peguei uma carona com o meu pai para a biblioteca da faculdade numa noite em que ele daria aula. Era a maior biblioteca que eu já tinha visto e, o melhor, tinha salinhas. Me fechei numa salinha com uma pilha de livros jamais lembrarei sobre o quê. Sou muito sensível a atmosferas. Posso ficar horas parada, aparentemente não fazendo nada, mas na verdade estou vasculhando o ambiente. 



A biblioteca ficava praticamente no meio de um bosque. E à noite a vida se impunha. Mariposas cometiam suicídio atirando-se contra a lâmpada fluorescente. Insetos caminhavam sobre a mesa com um número improvável de patas. Pernilongos produziam um remake cinematográfico de A comilança no meu corpo. Então eu vi. O louva-a-deus. Ou melhor, a louva-a-deusa. Acompanhei passo a passo o sexo mais eletrizante de toda a minha vida com medo de respirar e quebrar o encanto. 



Anos depois eu participaria de uma caravana para assistir ao Império dos sentidos no cinema da cidade pequena, supervisionada pela irmã casada de uma amiga. Ao perguntar minha opinião no final do filme, minhas colegas ficaram chocadas. Eu apenas esbocei um “puff”. Aos 14 anos, eu já tinha visto coisa muito mais impactante. 



E tinha mesmo. Ali, na biblioteca, o louva-a-deus perdeu a cabeça. Literalmente, enquanto gozava (ou pelo menos eu espero que sim). Como diria o biólogo Alessandro Boffa no genial Você é um animal, Viskovitz?, ao terminar, ainda mastigando, a superfêmea resmungou: “Crocante, rico em fibras”. Fiquei extasiada. Até hoje, quando vejo aquelas mulheres alfas desfilando por aí com seus sapatos de matar barata em canto, eu digo: puff. Poderosa mesmo é a louva-a-deusa. 



E foi assim que tudo começou para mim. O meu ponto zero. Nos próximos anos, seria a vez de a minha família ficar extasiada com minha paixão pelos estudos, amplamente pavoneada para parentes e amigos reunidos na mesa de refeições. “Esta guria não sai da biblioteca.” E eu só mastigando o franguinho de domingo. Por enquanto.




Eliane Brum 

domingo, 27 de maio de 2018

MODOS DE AMAR - MODO DE AMAR – VI








Inclina os ombros

e deixa

que as minhas mãos avancem

na branda madeira



Na densa madeixa do teu ventre



Deixa

que te entreabra as pernas

docemente





Maria Teresa Horta

terça-feira, 22 de maio de 2018

A PRIMEIRA VEZ QUE DEI O CUZINHO







Sempre tive vontade de dar a bunda, me masturbava enfiando objetos e rebolando bem gostoso imaginando que estava com uma rola no rabo, mas quando estava trepando e tentavam colocar na minha bunda eu disfarçava, segurava a rola e colocava de novo na buceta. 



Tinha medo de sentir dor, devido a algumas historias que tinha ouvido, mas não conseguia parar de me masturbar imaginando uma rola atolada na bunda. 



Um dia, para ser mais exata, num domingo, eu e meu marido (na época éramos namorados) estávamos na casa dele e deitamos no sofá, na posição de conchinha, bem juntinhos, para assistir televisão. Sentia seu corpo bem colado ao meu, sua respiração no meu pescoço e suas mãos acariciavam meus seios.Então comecei a sentir sua rola bem quente crescendo e roçando em minha bunda. 



Naquele momento nem me lembrei da possível dor, queria apenas sentir aquela rola em minha bunda, estava completamente tomada pelo tesão,sentia minha buceta pegando fogo e completamente molhada.Não falava nada, gemia baixinho e me esfregava cada vez mais naquela rola quente e tesuda. Nunca tínhamos tentado nem conversado sobre sexo anal e eu mal podia acreditar que finalmente iria sentir uma rola de verdade em minha bunda. 




Ele puxou a minha calcinha para o lado e começou a forçar sua rola de encontro a minha bunda bem sutilmente. Ele também não falava nada, apenas me acariciava, gemia baixinho, se esfregava em mim, que completamente tomado pelo tesão me empinava cada vez mais, forçando a minha bunda contra a sua rola. Já podia sentir a cabeça da rola entrando no meu cú, quando começaram a chamar por ele no portão. Paramos na hora, porque como não estávamos sozinhos na casa, sabíamos que não teria como fingir que não tinha ninguém. 



De noite quando ele foi me levar embora, ficou um clima de frustração, mas não tocamos no assunto. 




Nos dias seguintes não podia acreditar que aquilo tinha acontecido, minha vontade de dar a bunda sá aumentava e eu queria encontrá-lo novamente para terminar o que tínhamos começado. 



Por compromissos de trabalho só pudemos nos encontrar na sexta–feira. Primeiro fomos a um barzinho onde estavam vários amigos dele. Não tínhamos combinado nada para mais tarde, mas tamanho era o nosso tesão fomos de lá direto para um motel. 



Nos beijamos, acariciamos, esfregamos feito dois animais, sem tocar no assunto tão desejado- a minha bunda.Tínhamos bebido e eu estava completamente molhada, quente.Ele tinha a respiração bem ofegante a rola dura e percorria meu corpo com a as mãos, até que me deitou de bruços e começou a fuder minha buceta, que como disse estava encharcada . Trepamos de um jeito que nunca tínhamos trepado, gemíamos, suávamos eu rebolava, quando ele sutilmente tirou sua rola da minha buceta e começou a esfregar no meu cúzinho.Eu empinei a bunda forçando cada vez mais o meu cuzinho contra rola dele, até que finalmente senti que começava a entrar.Sentia meu cúzinho se abrindo e uma rola grossa e quente entrando, não sentia dor apenas prazer, queria mais e mais.



Ele colocava bem devagar, mas não parava ia forçando me fazendo delirar de tanto tesão,e colocou tudo bem gostoso.Eu estava com uma rola atolada na bunda e rebolava para sentir ela dentro do meu cuzinho, se esfregando na beirada do cú e ao mesmo tempo esfregando meu grelinho contra o lençol.Ele gemia e forçava seu corpo contra o meu.Pude sentir gotas de suor que caíram de seu rosto nas minha costas de tanto tesão que ele também sentia.Eu alternava entre reboladas e empinadas e pude sentir um calor que subia pelo meu corpo, fazendo- me tremer e explodir num gozo que aconteceu junto com o dele fazendo-me molhar o lençol e ficar com o cúzinho cheio de porra. 



Trepamos a noite toda, dei a bunda para ele mais 2 vezes naquela mesma noite ficando com o cuzinho doendo de tanto dar. Então descobri que amooooooooo dar a bunda sim e gozo muito com isso...


quinta-feira, 17 de maio de 2018

MODOS DE AMAR - MODO DE AMAR






Docemente amor

ainda docemente



o tacto é pouco

e curvo sob os lábios



e se um anel no corpo

é saliente

digamos que é da pedra

em que se rasga



Opala enorme

e morna

tão fremente



dália suposta

sob o calor da carne



lábios cedidos

de pétalas dormentes



Louca ametista

com odores de tarde



Avidamente amor

com desespero e calma



as mãos subindo

pela cintura dada

aos dedos puros

numa aridez de praia

que a curvam loucos até ao chão da sala



Ferozmente amor

com torpidez e raiva



as ancas descendo como cabras

tão estreitas e duras

que desarmam

a tepidez das minhas

que se abrem



E logo os ombros

descaem

e os cabelos



desfalecem as coxas que retomam

das tuas

o pecado

e o vencê-lo

em cada movimento em que se domam



Suavemente amor

agora velozmente



os rins suspensos

os pulsos

e as espáduas



o ventre erecto

enquanto vai crescendo

planta viva entre as minhas nádegas





Maria Teresa Horta 

quinta-feira, 26 de abril de 2018

POR QUE NÃO FIZEMOS ISSO ANTES?






Eu nunca soube quando o desejei pela primeira vez, talvez tenha sido anos atrás, talvez tenha sido somente no dia em que ele confessou seu interesse por mim. Até pouco tempo, eu achava que amigos jamais poderiam se relacionar, assim, tão de perto, tão se encaixando um ao outro. Mas eu soube como é bom se encaixar nas novidades… Que novidades, hein! 



As primeiras palavras trocadas entre o cara do sorriso largo e eu não eram tão lembradas, mas as palavras que trocamos quando houve um interesse além da amizade, essas sim fazem parte de uma recordação bem recente, não no tempo, mas na memória. E foi assim que ele apareceu para uma visita, após meses sem nos vermos. 



Conversa vai, conversa vem. 



– Quer ir lá pra casa? – Ele perguntou em um tom em que acreditava que eu não aceitaria. 



Por sermos amigos de longa data, já sabíamos algumas atitudes que eu não tomaria e ir para a casa dele, definitivamente, não era algo comum da minha personalidade curiosa. Mas eu sou curiosa e isso já abriu precedentes para minha imaginação ir além. 



– Não sei se é boa ideia eu ir para sua casa. Somos amigos. – respondi, desconfiada. 



– Tudo bem! Estou aqui para o que precisar. – ele disse. 



Naquela noite, talvez não fosse mesmo o momento para algo mais. Porém, foi ideal para o primeiro beijo, daqueles de tremer as pernas e deixar a vontade de ser beijada por mais tempo. Um breve tchau e pouco depois chegou uma mensagem no meu celular deixando nítidas suas reais intenções – “Não sei o porquê mas eu quero você, tô te querendo muito”. Sorri, claro. O desejo era recíproco. 



O dia passou, mal nos falamos, apenas o básico. Até que, ao final daquele domingo, ele me enviou outra mensagem com o texto: 



– Posso ir te buscar? Quero ficar mais um tempo com você. 



– Pode sim, te espero às 20h. – eu respondi, vencida pela curiosidade do beijo da noite anterior. 



Às 20h ele estava lá, me esperando. Seguimos para a casa dele, meio desconfiada, eu nunca havia ido nesse novo endereço e talvez por isso um certo desconforto. Veio um novo beijo, um abraço, uma vontade de mais e mais, e veio. Vieram mais beijos naquele quarto quente, mas aconchegante, veio o corpo dele desejando o meu, veio um som ambiente para uma perfeita noite de trepada. Tocava Miguel. Em gostos musicais, nos parecíamos muito, era música para foder. 



A boca dele deslizava pelo meu pescoço, suas mãos apertavam a bunda, que ele confessou ter curiosidade em pegar. Seu beijo destilava saliva na minha boca, era desejo e muito desejo. Nos olhávamos desacreditados que estávamos fazendo aquilo. Suas mãos tiravam minha blusa, suas mãos fortes e grandes tinham o poder de segurar todo o meu corpo com toques firmes e sutis. Não tive como esconder como estava excitada quando ele as colocou dentro do meu short. As “sujou” e retornou-as para sua boca, sentiu meu gosto e me fez sentir ainda mais tesão. 



– Seu gosto é uma delícia. – ouvi ao pé do ouvido. 



Tirou meu short, me deixou de calcinha e a afastou de lado, de modo que minha boceta ficasse quase toda à mostra, ali, disponível pra ele. Ele, com os dedos a massageou, me fez suspirar, aos poucos. Enquanto estimulava meu clitóris, enfiava um, dois dedos dentro de mim. Suas mãos estavam bem molhadas, eu não precisava de nenhuma lubrificação diante do tesão que estava sentindo com ele. Meus gemidos pareciam música para ele, o músico, que ficava ainda mais com o pau duro na minha mão. 



Sua língua quente foi passando pelo meu pescoço, desceu ainda mais, me arrepiava, desceu para minha barriga enquanto minha respiração acelerava. Abri as pernas literalmente para ele, eu sabia onde queria que ele colocasse aquela língua e ele colocou. Começou pela minha virilha, sentia sua respiração quente sobre minha boceta, até que senti sua língua passar suavemente nela. Primeiro foram lambidas, das mais sutis possíveis. Depois ele parecia comer aquilo que ele demorou anos para experimentar. Instintivamente senti a ponta da língua dele dentro de mim, prendi a respiração para sentir aquela sensação incrível. Ele enfiou-a bem fundo, fazendo movimentos circulares com ela lá dentro. Eu estremecia, claro. Ele tirava, lambia, chupava e às vezes via que ele engolia o que saía de mim. Que delícia era sentir a língua quente dele dentro da minha boceta! Ele tirou e falou: 



– Não sabia que você era tão gostosa. 



É, eu também não sabia que ele chupava tão gostoso daquele jeito. 



Na mesma posição em que eu estava ali, me movi quase em 180º e fiquei por cima dele. Me deparei com aquele pau grosso e grande, bem compatível com a fama que os negros têm. Não pude deixar de desejar, lambi. Ele parou. Parou de me chupar e pareceu esperar uma nova lambida minha. Assim, eu fiz. Lambi de novo. Ele suspirou. Segurei aquele pau nas minhas mãos e chupei de uma vez, sem dar espaço para carícias. 



– Puta que pariu!! – eu ouvi dele. 



Confesso que dei risadas e continuei fazendo o que ele e eu gostávamos, chupar. Ele de um lado e eu de outro. No melhor estilo 69. A cada chupada no seu pau, ele endurecia, eu o sentia pulsar na minha boca. Paralelo a isso, aquela língua deslizava pela minha boceta. 



Passados alguns minutos ali com cara entre as minhas pernas, deixando a barba toda molhada com a minha boceta, ele veio me beijou, tirou minha calcinha e enfiou o pau tão devagar quase parando que tive vontade de gritar. Gritar de tesão mesmo e pedir para ele me foder de todas formas e pedi. 



– Me fode mais. 



E ele assim fez, colocou minhas pernas sobre seus ombros, segurou no meu quadril enquanto eu estava deitada na cama e enfiou até que senti seu pau bem fundo na minha boceta. Senti aquelas metidas por longos minutos enquanto ele gemia e o suor caía sobre mim. Depois me virou de lado, com uma das minhas pernas esticadas rumo ao seu rosto, de modo que eu ficava encaixada junto ao pau dele. Segurou minha perna com uma mão, meu quadril com a outra e ficou tirando e colocando em movimentos repetidos. Que delícia! 



Com as pernas ainda trêmulas, fui colocada de quatro, com o rosto apertado contra o colchão e fodida da melhor maneira que eu jamais imaginei ser por aquele homem. 



– Quero te comer mais, de todas as formas. – ouvi dele em alto e bom som. 



– Eu quero mais, pode me comer. – consenti, sem nenhum arrependimento. 



E assim ele fez, de um jeito que só de pensar, já sinto vontade de repetir. 



Me levantou, encaixei minhas pernas na sua cintura e fui levada para uma mesa. Ele me colocou sentada sobre ela, abriu bem minhas pernas, se encaixou entre elas, enfiando ainda mais boceta adentro. Cada batida é ritmada, ritmada com a música que estava tocando, com minha respiração, com nossos gemidos e, por fim, com meus gritos. 




Gritei, gemi e à medida que executava tais sons, mais ele metia, mais rápido, mais intensamente, suava, me apertava e eu continuava a gritar. Metia tanto, se enfiava tanto em mim que gozei, enquanto gritava de prazer. Ele continuou na mesma sequência, me fodendo e não demorou muito para eu ouvir seu gemido mais forte e seu pau ainda mais pulsante dentro de mim. Ele, que parecia insaciável, estava gozando e me fazendo delirar com a melodia dos seus gemidos.


Nos abraçamos ali mesmo. Ele de pé, eu sentada em cima daquela mesa que depois notei que não era utilizada para nada, a não ser amontoar pequenas coisas. Nos abraçamos e sorrimos um para o outro com aquela incógnita “Por que não fizemos isso antes?”.




Thayse Lopes 


quinta-feira, 19 de abril de 2018

MODOS DE AMAR - MODO DE AMAR – IV










Encostada de costas

ao teu peito



em leque as pernas

abertas

o ventre inclinado



ambos de pé

formando lentos gestos



as sombras brandas

tombadas no soalho





Maria Teresa Horta