segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

EU AINDA SEI TE FODER MUITO BEM




Eu queria inovar. Com o tempo realmente existe um desgaste. As coisas vão ficando assim… meia boca. E o sexo também. E o que sempre me deu prazer era te dar prazer, ver você gozar e exausta na cama. Pesquisei por semanas, formas de aumentar o nosso prazer. Queria sair daquele papai e mamãe automático. Porra! Eu gosto pra caralho de você, ainda quero te fazer gozar e muito. Foi então que decidi: vamos fazer algo mais “hardcore”. Eu queria surpreender.



Era terça feira. Você chegou em casa um pouco depois do escurecer. Como de costume entrou, largou as chaves em cima da mesa de centro na sala e foi até o sofá pra me dar um beijo. Te agarrei. Te segurei forte pela cintura e com a outra mão segurando seu pescoço. Beijei desesperadamente. Você suspirou. Me olhou com um brilho nos olhos, não entendendo o porquê daquilo, mas estava gostando. Me levantei e te agarrei mais uma vez. Minhas mãos percorrendo o seu corpo, apertando sua bunda e seus peitos. Minha língua invadindo sua boca e tirando gemidos. Enfiei uma das mãos dentro de sua calça, sua calcinha estava molhada.



Te peguei no colo, com suas pernas em volta da minha cintura e te levei até o quarto. Tirei toda a sua roupa e rapidamente a minha. Você me agarrava e me beijava. Me puxando para a cama. “Ainda não” – eu disse – “Deite com a barriga para baixo e espere”. Sem entender você deitou. Me dirigi ao guarda roupa e, numa bolsa que deixei lá, peguei um óleo para massagem. Derramei em minhas mãos. Me posicionei em cima de você e comecei a massagear suavemente suas costas. Apertava sua cintura e deslizava as mãos até sua nuca. Me inclinei até seu ouvido e disse: “Hoje você vai gozar como nunca”. Beijei sua nuca e passei a língua nela.



Você já estava ofegante. Sentia sua respiração ficando cada vez mais pesada. Minhas mãos percorriam pelo meio de suas costas te fazendo arrepiar. Aos poucos eu afastava meu corpo para trás, até que eu estivesse apoiado sobre suas coxas. Agora estava massageando sua bunda. Apertava e beliscava ela. Dei um tapa. Você gemou, gostou. Com as duas mãos apertava. E com o polegar comecei a massagear o seu cu, bem gostoso. Passando o dedo bem de leve, em movimentos circulares. Com as mãos você agarrava o lençol. A boceta, ensopada.



Eu não resisti em te ver ali, descontrolada e me deitei sobre sua bunda. Meti a língua no seu cu. Chupei gostoso. Você rebolava em minha cara. Esfregava a bunda bem gostoso no meu rosto. Continuei massageando ainda, apertando sua cintura. Você empinava, forçava ainda mais esse cu gostoso contra minha boca. E eu, claro, chupava ainda mais. Te deixei louca de vontade de ser fodida. Implorando para que te fizesse gozar. Seu corpo contraía e pedia por mais. Mas eu ainda tinha surpresas.



Me levantei e te deixei deitada ainda na mesma posição. Ofegante e desesperada por ser invadida por mim. Voltei ao guarda roupa e, na mesma bolsa que peguei o óleo, retirei um par de algemas e um de tornozeleiras. Prendi suas mãos e pés na cama, de modo que ficasse como um “X”. Você só me olhava, deitada com a cabeça de lado, ansiosa pelo que estava por vir. Voltei até a bolsa mais uma vez, agora retirei um chicote de couro. Seu olhar foi um misto de medo e tesão. Sempre gostou de boas palmadas, mas o chicote era a primeira vez que experimentaria.



Andei em volta da cama, passando ele em seu corpo. Seus olhos fechados, respirando forte e se arrepiando. Dei a primeira chicotada. Na bunda. Forte o suficiente para deixar marcada e com um hematoma. Seu corpo se contraiu e gemeu. Mais uma. Um grito agora e um sorriso. Gostou da experiência. Mais nas coxas e nas costas. O corpo marcado e cheia de tesão. Sorria e gemia ao mesmo tempo. Após a seção de chicotadas utilizei uma caneta comestível no lugar de cada hematoma provocado. Te lambi inteira. Minha língua quente no seu corpo causando arrepios.



Passei meu pau no seu corpo, duro e latejando de vontade. Você pediu pra ser comida. Te soltei. Primeiro os tornozelos, avançando sobre seu corpo, beijando e dando mordidas até chegar à nuca. Por fim, as mãos. Mandei que ficasse de quatro e com as pernas bem abertas pra mim. Me ajoelhei atrás de você, batendo meu pau contra o seu corpo. Depois passei na sua boceta, brincando com seu grelinho. Enfiei ele aos poucos. Até que eu estivesse completamente dentro de você.



Agarrei seu cabelo, puxando forte. “Rebola bem gostoso no meu pau” – mandei. Você rebolou com destreza. Forçava o corpo contra o meu e rebolava. Sabe como fazer gostoso. Dei puxões fortes no seu cabelo e com a mão livre dei palmadas. Sua bunda ainda ardia pelo chicote e agora ainda mais pela minha mão. Comecei a socar forte em sua boceta. Sentindo ela ensopada e meu pau escorregando dentro dela. “Te foder é uma delícia”.



Quando senti que iria gozar, parei. “Vem, cai de boca, me mostra como sabe chupar”. Rapidamente se virou pra mim e engoliu meu pau todo. Chupando com vontade, sentindo meu gosto misturado ao seu. Eu gemia e segurava sua cabeça. Forçando meu pau até a sua garganta. Até que não aguentei mais e gozei. Uma explosão de porra bem quente na sua boca. Olhou pra cima e me olhou nos olhos. Mostrou que engoliu tudo. “Você me dá um tesão do caralho” – eu disse.



Me deitei na cama com você ao meu lado. Passava a mão em meu corpo e me olhava enquanto me recuperava. O que não demorou. Logo me virei pra você e comecei a te beijar. Minha mão escorregou até sua boceta, encharcada e deliciosa pra ser chupada. Brinquei com seu grelinho e enfiei um dedo. Trouxe ele até minha boca e senti seu gosto.



Me deitei por cima de seu corpo. Te beijando. Passava meu pau na sua boceta, deixando ele melado com ela. Mordi seu pescoço, sua boca. Desci um pouco e mordi seus peitos. Senti eles duros na minha boca. Seus gemidos se tornaram mais altos. Mordia seus peitos e brincava com sua boceta ao mesmo tempo. Te fodia com meus dedos. Sentia se contorcer na cama, agarrando o lençol forte como se fosse rasgar. “Me chupa, vai”. Foi o que fiz. Eu estava morrendo de tesão para chupar a sua boceta logo. Queria sentir ela quente em minha boca. Sentir como estava molhada. Sentir o seu gosto.



Comecei roçando meu rosto nela. Depois passando meus lábios e a língua. Enfiei a língua e senti seu gosto, sou viciado nele. Depois passei ela no seu grelinho, em movimentos circulares, depois para cima e para baixo. Chupei com vontade. Suguei seu grelinho para dentro de minha boca e não parei de movimentar minha língua. Usei dois dedos par aumentar o prazer. Fazendo um movimento de vai e vem frenético dentro de sua boceta.



Você poderia até espernear, mas usava a outra mão para te prender. Ouvir seus gemidos me dão ainda mais tesão. Quanto mais eu ouvia, mais forte eu chupava. Eu faço tudo com vontade, com gosto. Mantive o ritmo até que você… gozou. Tudo em minha boca. Contraía o corpo e tentava controlar a respiração. Eu só olhava para o seu rosto com o olhar safado e um sorriso malicioso. Ainda beijava a sua boceta e sentia mais do seu gosto.



Me deitei outra vez ao seu lado. Eu estava muito satisfeito por feito você gozar muito, de ter lhe dado prazer. A partir daquele dia não seria mais uma questão de querer ser comida daquela forma. Você sempre será muito bem fodida por mim.



 Josias Gonçalves


quinta-feira, 9 de novembro de 2017

EM QUEM VOCÊ VAI VOTAR?







7h56: – “Opa, vai votar em quem no domingo?”

Ignorei. Acordei, tomei banho correndo, tomei café correndo, vesti a roupa correndo, dirigi correndo, cheguei no trabalho e fui recebida com 123 emails não lidos.

12h: Hora do almoço e fui correndo. Tinha reunião às 12h30 e não podia nem me distrair no Whatsapp. Mas enquanto a comida não chegava, eu voltei a lembrar dele. Aquela mensagem interrogativa precisava de uma resposta. Acho que, na verdade, eu estou realmente precisava descansar, mas só depois de uma noite de sexo.



– “Não votarei, meu título é de outra cidade”, respondi. Sim! Eu ignoro, eu sou fria e não tenho paciência pra papinho de introdução a foda. Nem deu tempo nem de sair da página, ele respondeu.

– “Ah! Mas deve ter seu candidato preferido, não é?”

– “Sim.”

– “E quem é?”

– “Creio que o mesmo que o seu. Não beijo na boca de quem não vota direito, rsrsrs”



– “Hummm… Então realmente devo ter a mesma escolha política que você. Afinal, você beijou tantas outras partes, que temos que estar bem alinhados para essa eleição, hahahaha”

– “Eu nem me lembro direito dessa parte dos beijos aí, mas você pode me relembrar”

12h32: Não dei uma garfada na comida. Estou atrasada. Estou com um papinho escroto pra conseguir uma foda. Além de cansada, estressada e com problemas na cabeça, ainda estou dando trela sobre política.

– “Podemos e devemos. Tô de férias! Vamos beber uma cerveja hoje?”

– “Realmente, pra você chegar com um papo tão sem sal, você não deve estar fazendo nada melhor. Vamos beber uma cerveja lá em casa hoje mais tarde. Ainda lembra meu endereço?”



– “Rua Arthur Bernardes, 25 apto 102?”

– “Perfeito! 21h! Beijos, estou atrasada”

Larguei a comida, corri pra reunião que já estava atrasada e não conseguia pensar em outra coisa. A reunião corria e eu só pensava nele. Emails, ligações, outra reunião e eu só lembrava daquele pau. Pela primeira vez em muitos meses, eu estava relaxada naquela empresa. Motivo de riso até com um declínio da campanha. Motivo de riso com o sprint não terminado. Motivo de riso para o relatório que fechou sem eu salvar.



19h: Pego a bolsa e nem dou tchau. Corro pro carro e coloco a música mais animada da playlist. Consigo chegar em 20min! Pego o celular e nenhuma mensagem. Nunca me preocupei com isso, mas confesso que fiquei um pouco tensa.

Cheguei em casa. Tomei banho. Coloquei as cervejas no freezer. Arrumei o quanto que estava uma zona. Coloquei o clássico vestido sem sutiã.

20h30: Olhei o celular e nada…. Sentei e abri a primeira cerveja. Na terceira lata meu celular vibrou.



– “Cheguei! Avisa ao porteiro que vou subir”

Que filho da puta! Abri a porta e fiquei esperando no corredor. Ele chegou com um vinho na mão e todo sorridente.

– “Vinho? Não combinamos cerveja?”

– “Vamos beber de tudo hoje!”

– “Nossa… já bebi 3 latas!”

– “Relaxa, gatinha…”



Ele entrou, colocou o vinho na geladeira e voltou pra sala. Conversamos sobre trabalho, vida, saúde e até sobre sua cachorra… Nada de rolar um beijinho. Eu não sou tímida, mas sou fazedora de cu doce. Então, espero e vejo até onde a pessoa vai. Ele é tímido, reservado e não deixa rolar clima. Bebi mais 4 latas e cerveja e ele ainda estava na segunda. Acho que sóbrio demais pra vir pra cima de mim depois de alguns meses.



Enquanto falava que a cachorra fez uma cirurgia para tirar um caroço na barriga, eu fui pra cima e dei um beijo. Depois do beijo ele não disse nada, só bebeu meio copo de cerveja de uma vez. Tirei o copo da mão dele e fui pra cima. Dessa vez fui toda pra cima. Sentei por cima e continuei beijando, enquanto a mão dele percorria minhas costas. Beijei boca, pescoço, orelha e senti aquele pau duro embaixo de mim.



Tirei sua blusa e levantei. Ele levantou e me pegou com força. Me encostou na parede e levantava meu vestido, passa a mão na minha bunda, apertava e beijava segurando meu cabelo. O pau dele estava muito duro. O encostei na parede e ajoelhei. Abri a calça jeans e vi a cueca azul marinho com um volume alucinador. Beijei por cima dela e ele já respondia fazendo alguns barulhos.



Subi lambendo a barriga, o peito e voltei pra boca. Enquanto beijava, minha mão já descia pra segurar aquele pau gostoso. Ele tirou meu vestido e me deixou de calcinha. Me colocou de costas e enquanto eu roçava a bunda no seu pau ele apertava minha boceta.

– “Você já está muito molhada… Sua calcinha tá uma piscina…”

– “Tenha certeza que hoje fiquei o dia inteiro desse jeito, só de pensar que você ia me foder!”



Me virou. Me botou contra parece e quem se ajoelhou foi ele. Colocou minha calcinha pro lado e começou a me chupar com vontade. Lambia os lábias e mergulhava a língua na piscina que minha buceta estava. Mordia, sugava, lambia, chupava… Minha mão estava pressionando ele cada vez mais pra dentro de mim. Eu realmente sabia que ele era muito bom no oral, mas não lembrava como era tão boa essa sensação. As minhas pernas estavam dormentes e eu precisava deitar.

– “Vamos pro quarto…”

– “Não! Vamos pra cozinha! Quero te comer lá.”



Ele me levou pra cozinha. Me apoiou de frente pra mesa e deixou minha bunda empinada. Abaixou e continuou me chupando. Eu gemia por não aguentar mais tantos estímulos.

– “Continua… vai…”

Ele me pegou pela cintura e me virou de frente. Chupou meus peitos, que são grandes mas que ele dava conta super bem. Mordia devagar o bico tímido que sobressaia. Apertava os dois com firmeza. Até que desceu uma mão e começou a me dedar, enquanto chupava um dos meus peitos. Eu já estava quase gozando só com aquela brincadeira.

– “Mete… me fode… me come…”

– “Espera, você está muito apressada.”



Me beijou até me deitar no chão. Roçava o pau na minha boceta, mas não enfiava. Eu levantava o quadril pra encaixar o pau dentro de mim, mas ele não deixava. Me beijava, e instigava meu corpo inteiro.

Levantou, pegou o vinho na geladeira, abriu e mandou eu abrir a boca. Estava em pé jogando vinho na minha boca, que estava deitada no chão. Derramou nos meus peitos, barriga e na boceta. Depois ajoelhou novamente e começou a me lamber inteira.

– “Quero te chupar também!”

– “Só depois que eu fizer tudo que eu quero com você!”



Ele me lambeu toda, voltou a minha boceta e me masturbava com a língua.

– Fica de quatro, agora!

Fiquei. Ele segurou meu cabelo e meteu de uma vez o pau inteiro na minha boceta. Puxava forte meu cabelo, batia na minha bunda e metia cada vez mais forte. Meu gemido foi aumentando de acordo com as metidas. Como se não bastasse tamanho tesão que aquele homem me proporcionava no chão da minha cozinha, ele ainda meteu um dedo no meu cu.



Aquilo era a melhor sensação de prazer que um homem podia me dar. Juntar o combo: puxão de cabelo, metida forte e dedo no cu.

Eu deixei ele perceber como estava excitada. Além de muito molhada, gemia igual uma cachorra.

– “Você é uma delícia toda molhada.”

– “Me come e me faz gozar!”

Quando eu disse isso, ele parou. Me colocou de frente e mandou eu levantar. Levantei com o rosto todo vermelho, cabelo todo embaraçado e com certeza com uma cara de safada mais do que de costume.



– “Coloca seu óculos. Quero te foder nua só de óculos.”

– “Sim, senhor.”

Coloquei os óculos e quando voltei ele estava sentado no banquinho no meio da cozinha.

– Agora faça seu show, sua vagabunda! Senta aqui, rebola e engole meu pau com sua boceta.

Era tudo que eu queria. Fui de frente e encaixei minha boceta naquele pau que estava mega ereto e duro. Comecei a quicar enquanto ele apertava meus peitos. Segurava no ombro dele e quicava cada vez com mais força e rapidez. Senti os gemidos ofegantes e diminuía a velocidade. Nessa hora ele apertou minha bunda com vontade.




Lambi a boca dele que estava meio aberta e mordi o queixo. Estava toda suada. Levantei e virei de costas. Sentei de costas no pau dele e rebolava igual uma puta. Coloquei as mãos no joelho, empinei a bunda e rebolada gostoso. Minha bunda ia e voltava. Engolia o pau dele todinho. Ele puxou meu cabelo muito forte, me puxando contra ele.

– “Vou gozar!”

Ele disse no meu ouvido, sussurrou no meio dos gemidos.

– “Você vai gozar na minha cara! Olhando pra minha cara de vagabunda de óculos.”

Ajoelhei e lambi desde o saco até a cabeça do pau. Passei a língua nele inteiro e engoli tudinho de uma vez. Ele pressionava minha cabeça e fodia minha boca. Chupei com vontade, com toda vontade que eu estava dele. Não demorou e ele gozou. Lambuzou minha cara toda. Meu óculos estavam cheios de porra. Lambi novamente o pau todo pra deixar ele limpinho.



– “Caralho… que delícia… nossa… você…”

Eu sorri.

– “Cara… você não gozou!! Deixa eu te fazer gozar!”

– “Eu gozei! E não foi uma, nem duas vezes. Gozei três vezes!”

– “Que vadia! Deixa eu adivinhar quando foi…”

– “Não adivinha! Volta aqui outro dia que eu te falo quando eu gozar!”

Ele ficou meio sem graça, sem reação e eu fui pro sofá. Ele pediu uma toalha e foi pro banho.

– “Posso dormir aqui hoje?”

– “Hoje não… mas eu te ligo!”



E foi assim que descobri o melhor remédio para o anti-estresse. Uma noite de sexo bem sujo e uma noite sozinha na minha cama. Com certeza, na próxima vez, quem sabe no segundo turno, se tiver, eu pergunto quem será o candidato dele.




 Isadora Bacelar 

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

ABRE





Abre os olhos, desperta;

Abre os ouvidos, abre tua porta:

É o amor que chama e sou eu

Quem o mostra a ti.




Abre a janela de teus seios;

Abre tua blusa;

Abre teu vestido sobre teus rins;

Abre para que te possamos ver.




Abre ao meu coração teu coração repleto

Eu irei beber em tua boca!

Abre tua camisa de linho:

Abre para que te possamos tocar




Abre tuas cortinas:

Abre teu leito para nele eu te jogar

Que ele vai queimar sob tuas costas

Abre a arena




Abre teus braços para me enlaçar:

Abre teus seios para que neles eu repouse;

Abre ao furor de meu beijo

Teus lábios cor-de rosa!



Abre tuas pernas, aperta meus flancos

Em teu corpo branco e liso;

Abre teus joelhos trêmulos...

Abre tuas coxas




Abre tudo o que se pode abrir:

Dentro dos quentes tesouros de teu ventre

Eu invadirei sem me cansar

O abismo onde eu entrar.





Edmond Haraucourt (Sire de Chambley)

sexta-feira, 23 de junho de 2017

MASTURBAÇÃO



              


              

Eis o centro do corpo

o nosso centro

onde os dedos escorregam devagar

e logo tornam onde nesse

centro

os dedos esfregam - correm

e voltam sem cessar








e então são os meus

já os teus dedos







e são meus dedos

já a tua boca







que vai sorvendo os lábios

dessa boca

que manipulo - conduzo

pensando em tua boca







Ardência funda

planta em movimento

que trepa e fende fundidas

já no tempo

calando o grito nos pulmões da tarde







E todo o corpo

é esse movimento

que trepa e fende fundidas

já no tempo

calando o grito nos pulmões da tarde







E todo o corpo

é esse movimento

em torno

em volta

no centro desses lábios







que a febre toma

engrossa

e vai cedendo a pouco e pouco

nos dedos e na palma.





Maria Tereza Horta