terça-feira, 11 de abril de 2017

PÁRIS





       

Caminhavas lento

o corpo solto

quase displicente

à volta do rosto

cabelos dourados

pelo sol poente. 






Imaginei-te nu

qual estátua viva

apenas saída

do museu em frente. 







E ali fiquei parada

no banco da praça

olhando esquecida

de encobrir o olhar. 







E fui te despindo

sonhando acordada

sem me perguntar

de tua vontade… 








Passaste sorrindo

atrasando o andar,

como se estiveras

num espelho a entrar.
     



Eugénia Tabosa

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